O que aprendi em um relacionamento de 10 anos?
- Débora Santos

- 12 de jun.
- 2 min de leitura

Hoje é Dia dos Namorados, e nada mais justo do que trazer >mais um post< sobre amor, eu sou naturalmente uma pessoa nostálgica, daquelas que gosta de revisitar memórias, mas algumas datas isso fica ainda mais visível e essa é uma delas.
Comecei a namorar muito cedo e, olhando para trás, uma das coisas que aprendi é que o tempo passa incrivelmente rápido. Pra quem está vivendo o relacionamento, não parece que se passaram tantos anos, mas, de repente, você olha para trás e percebe quantas versões de vocês já existiram, quantas fases atravessaram, quantas conquistas, mudanças e desafios compartilharam.
Em relacionamentos longos, é natural que muitas coisas se misturem, os amigos passam a ser quase os mesmos, os programas favoritos são escolhidos em conjunto, e até nossos gostos acabam sendo influenciados pela convivência, e, em algum momento, muitas mulheres se pegam pensando: quem eu sou para além do meu relacionamento?
Foi uma pergunta que também me fiz.
Percebi que, sem notar, parte dos meus interesses tinha sido moldada pela dinâmica do casal, então comecei a revisitar coisas que eram só minhas: as músicas que eu ouvia antes, os artistas que eu amava, os livros que despertavam meu interesse, (e nesse momento que nasceu o clube inclusive) alguns pequenos hábitos que faziam parte da minha identidade.
E foi aí que aprendi uma das lições mais importantes desses 10 anos: amar alguém não significa deixar de ser quem você é.

Eu considero meu relacionamento muito especial, não porque sejamos diferentes dos outros casais ou porque exista algo extraordinário na nossa história, mas porque, mesmo compartilhando uma vida juntos há tanto tempo, continuamos cultivando nossos interesses individuais, ainda existe espaço para os gostos dele, para os meus gostos, para os nossos gostos e acredito que isso faz toda a diferença.
Outra coisa que aprendi nesses 10 anos é que amor e liberdade não são opostos, eu sempre gostei muito da minha liberdade, dos meus momentos sozinha, dos meus projetos, das minhas amizades, nunca fui uma pessoa que gosta de dar satisfação sobre cada detalhe da vida, e por muito tempo achei que relacionamentos exigiam esse tipo de renúncia.
Mas, com o tempo, percebi que estar com alguém também pode significar ser respeitada exatamente como você é, uma das coisas que mais valorizo na nossa história é que ele entende isso, existe confiança, existe espaço e existe respeito pela individualidade um do outro.
E talvez seja justamente por isso que, depois de 10 anos, eu ainda me sinto tão eu mesma quanto no dia em que tudo começou. ❤️
a última romântica