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CINEBOOKS: Sex And The City

  • Foto do escritor: Débora Santos
    Débora Santos
  • 28 de jun.
  • 3 min de leitura

A indicação de hoje é uma série dos anos 90 que continua conquistando mulheres de diferentes gerações e provando que algumas histórias simplesmente não envelhecem: Sex and the City.

Lançada em 1998, a série acompanha a vida de quatro amigas em Nova York enquanto tentam equilibrar carreira, amor, amizade, sonhos e todas as dúvidas que surgem ao longo da vida adulta, apesar de ter sido criada há quase três décadas, muitos dos dilemas apresentados continuam extremamente atuais, especialmente para mulheres que estão vivendo a fase dos 20 anos.

Existe uma expectativa quase invisível de que essa década da vida deveria ser marcada por certezas, a faculdade já terminou ou está terminando, a carreira começa a ganhar forma, os relacionamentos parecem exigir mais seriedade e, de repente, surge a sensação de que já deveríamos saber exatamente quem somos e para onde estamos indo.


Mas a realidade raramente funciona assim.


Os 20 anos costumam ser uma fase de descobertas, mudanças de planos, inseguranças e recomeços, e é justamente por isso que Sex and the City continua sendo uma companhia tão interessante para tantas mulheres, ao longo da série, acompanhamos Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha enfrentando desafios muito diferentes entre si, cada uma representa uma forma distinta de enxergar a vida, os relacionamentos e o próprio futuro, enquanto uma sonha com um amor digno dos romances, outra prioriza a carreira, enquanto uma busca estabilidade, outra valoriza acima de tudo a liberdade.


E talvez seja essa diversidade que torna a série tão especial: ela nos lembra que não existe uma única maneira certa de viver, em algum momento, toda mulher acaba se identificando com cada uma delas, com as dúvidas de Carrie, a independência de Miranda, o otimismo de Charlotte ou a confiança de Samantha. Afinal, somos muitas versões de nós mesmas ao longo da vida.

Outro aspecto que faz a série permanecer relevante é a forma como ela retrata a amizade feminina, embora os romances ocupem grande parte da narrativa, o verdadeiro coração da história está na relação entre essas quatro mulheres.


São elas que celebram conquistas juntas, oferecem apoio nos momentos difíceis, compartilham medos, dividem inseguranças e lembram umas às outras que ninguém precisa enfrentar a vida sozinha, talvez uma das maiores lições de Sex and the City seja justamente essa: os relacionamentos amorosos podem mudar, mas as amizades verdadeiras costumam ser o porto seguro que nos ajuda a atravessar as fases mais confusas da vida.


A série também se destaca por apresentar personagens imperfeitas, elas cometem erros, tomam decisões questionáveis, se apaixonam pelas pessoas erradas, enfrentam decepções e nem sempre sabem o que estão fazendo, e isso é reconfortante, em uma época em que as redes sociais frequentemente mostram apenas versões editadas da realidade, assistir a mulheres que falham, aprendem e recomeçam pode ser um lembrete importante de que ninguém tem tudo sob controle.


No fim das contas, Sex and the City não é apenas uma série sobre amor ou sobre a vida em Nova York, é uma história sobre amadurecimento, autoconhecimento e sobre aprender que a vida não precisa seguir um roteiro perfeito para ser significativa.

Por isso, se você está nos seus 20 e poucos anos ou apenas tentando entender alguma fase da sua vida talvez valha a pena sentar no sofá e acompanhar essas quatro amigas, entre risadas, reflexões e algumas escolhas duvidosas, existe uma boa chance de você encontrar nelas um pedaço da sua própria história.


As vezes crescer não significa ter todas as respostas, só descobrir que ninguém mais tem também.


1 comentário


Taina Araujo
Taina Araujo
01 de jul.

EU AMOOOO!!!! Finjo que a última temporada lançada não existe, mas o texto trouxe a essencia da série que no fim o amor das nossas vidas, são nossas amizades!

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